Uma decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) vai mudar as regras para procedimentos que utilizam PMMA (polimetilmetacrilato) em todo o país. A entidade determinou a proibição da substância em procedimentos médicos com finalidade estética e reparadora, medida que entra em vigor a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União, prevista para a próxima terça-feira (02).
A decisão foi tomada após o registro de casos graves relacionados ao uso do produto, incluindo complicações permanentes e mortes. Segundo o CFM, a medida busca ampliar a segurança dos pacientes diante dos riscos associados à aplicação da substância.
A única exceção será para pacientes com HIV/Aids em tratamento de lipodistrofia facial, desde que o procedimento seja realizado em unidades públicas de alta complexidade credenciadas pelo SUS e dentro dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.Nos últimos anos, o PMMA esteve no centro de discussões
entre especialistas e órgãos de saúde por conta das complicações registradas após procedimentos estéticos, especialmente em aplicações corporais. O Conselho Federal de Medicina já havia manifestado preocupação com o uso da substância e defendido medidas mais rigorosas para sua utilização.


